Em ano com menos conquistas, COB exalta desempenho no ciclo olímpico

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da dobrowin: Em seu tradicional balanço de fim de ano, o COB (Comitê Olímpico do Brasil) classificou como “melhor triênio da história” o desempenho obtido ao longo dos últimos três anos por equipes e atletas de diversas modalidades olímpicas. Entre 2013 e 2015, período que engloba o atual ciclo olímpico dos Jogos do Rio 2016, foram conquistadas, segundo o COB, 67 medalhas em campeonatos mundiais ou competições equivalentes, feito superior ao triênio anterior às Olimpíadas de Londres.

A temporada de 2015, contudo, foi aquela em que os atletas ligados ao Time Brasil tiveram o pior desempenho isolado. De acordo com o levantamento do COB, no ano que está se encerrando marcou a conquista de 16 medalhas por brasileiros em Mundiais ou competições semelhantes. Em 2013, foram 27 pódios – entre eles o inédito título mundial da seleção feminina de handebol -, contra 24 de 2014. No último dia 14, o Lance! publicou levantamento semelhante, onde também constatou queda no desempenho dos atletas brasileiros no último ano antes da Rio 2016.

continua após a publicidadeRelacionadasRio 2016Rivalidade na maratona aquática é aposta de medalha do Brasil no RioRio 201620/12/2015Rio 2016Para 2016, COB adota poucas mudanças em distribuição de verbas da Lei Agnelo/PivaRio 201618/12/2015Rio 2016Empresa holandesa coloca o Brasil no top 10 de medalhas da Rio 2016Rio 201617/12/2015

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O COB considerou positivo o desempenho em 2015. “Em 2015, o estudo do COB, que leva em consideração apenas as provas olímpicas, apontou 16 medalhas conquistadas, o mesmo número de 2011. Esse resultado positivo, levando em conta que importantes candidatos a medalhas se contundiram e que algumas modalidades estabeleceram estratégias diferenciadas no ano pré-olímpico, por já estarem classificadas para os Jogos”, diz o comitê.

Nesta temporada, alguns resultados inéditos foram obtidos, como a medalha de ouro no Mundial de canoagem velocidade, na prova do C2 1000 m, com isaquias Queiroz (eleito melhor atleta do ano) e Erlon de Souza, além das duas medalhas de ouro no Mundial de vôlei de praia, com Allison/Bruno no masculino e Ágatha/Barbara no feminino.

“Estamos proporcionando aos nossos atletas, em parceria com as Confederações Brasileiras Olímpicas, a melhor preparação de todos os tempos e o resultado deste triênio demonstra que o esporte brasileiro segue evoluindo”, observa Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB.

O Brasil tem como meta para a Rio 2016 terminar entre os dez primeiros no quadro de medalhas, pelo total de conquistas. Para isso, calcula-se que precisará somar algo em torno de 25 pódios e aumentar o número de modalidades premiadas. Mas o fraco desempenho de esportes importantes, como o atletismo, com participação ruim no Mundial de Pequim, ou até mesmo do judô, que esteve abaixo do esperado no Azerbaijão, não foi ignorado pelos dirigentes brasileiros.

“Aumentamos a quantidade de modalidades que conquistaram medalhas para o Brasil. Sei que podem questionar alguns resultados que não estavam na expectativa de todos. Há pontos de atenção que serão abordados pela superintendência técnica do COB com as confederações”, disse Nuzman.

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